Mostrar mensagens com a etiqueta de que falamos quando falamos de cientistas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta de que falamos quando falamos de cientistas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Quem são os cientistas que fazem Teatro-Fórum (2)

Ana Castro (n. 1975)

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa (UNL), doutorada em Linguística pela UNL e Université Paris 8, com uma tese sobre "possessivos em português", neste momento está a investigar aquisição da linguagem, em especial perturbações do desenvolvimento da linguagem na criança, no seu pós doutoramento enquanto ensina fonética e linguista a futuros terapeutas da fala.







A carreira de palco da Ana não nasceu agora: nos idos anos 80 entrou no musical Annie, andou em teatros no Centro Cultural de Benfica e sapateou até que os pés lhe doessem. Agora pantomima connosco. De resto viaja muito e adora cozinhar, o que já atrasou a sua entrada em aviões por trazer consigo uma farinha suspeita e um tabuleiro para moldar raviolis.





Ângela Crespo (n. 1986)

Licenciada em Biologia pela Universidade de Lisboa (UL), está a acabar o mestrado sobre a influência do metabolismo do ferro e do cobre na doença de Alzheimer no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e Instituto Gulbenkian de Ciência. Mal acabem os espectáculos da Noite dos Investigadores segue para Coimbra onde vai integrar o programa doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina, no Centro de Neurociências e Biologia Celular.




Nos tempos livres pode ser vista a fazer teatro ou a dançar Hip Hop e Salsa. Dedica-se ainda à acção social e cultural desde há 10 anos, canta num coro em casamentos e baptizados, e já se deixou disso de dar explicações de matemática.






Catarina Silva (n. 1984)

Licenciada em Bioquímica, a fazer o doutoramento em bioquímica estrutural, trabalhando em determinação da estrutura de proteínas por cristalografia de raios-X no Instituto de Tecnologia Química e Biológica, UNL.








Fora do laboratório corre pelos paredões da marginal entre Lisboa e Cascais, veleja pelo Atlântico, escala umas rochas ou rema em competições com a camisola do Clube Naval de Lisboa - com a qual contamos ganhe em breve umas justas medalhas.









Cláudia Andrade (n. 1983)


Licenciada em Psicologia pela Universidade do Minho, começou agora o doutoramento sobre a relação entre o ambiente físico hospitalar (aspectos da arquitectura, design e ambiente) e o bem-estar dos seus utilizadores, no ISCTE; mas de um modo geral interessa-se tudo o que tenha a ver com a relação pessoa -espaço envolvente.












Ficou no 2º lugar da Chuva de Estrelas infantil, com uma imitação quase perfeita das Spice Girls. Depois de deixar a girls band passou para o ginásio, caminhadas, exposições e cinema. Se não fosse psicóloga seria designer.







Cláudia Gaspar (n. 1974)

Licenciada em Biologia pela Universidade de Lisboa, Doutorada em Biologia pela Erasmus University Medical Center, na Holanda, faz agora o pós-doutoramento em Biologia. Cansada de 11 anos dedicados ao cancro colo-rectal, atirou-se agora de cabeça para a neurogénese no Instituto de Medicina Molecular.







Quando não ensaia podem descobri-la em qualquer actividade que inclua os seus amigos; praia, bar ou estendida num jardim. Adora animais e tem imensas saudades dos cavalos - um dia há de voltar à equitação. Será hoje?







Mariline Justo (n. 1984)

Licenciada em Psicologia, bolseira de investigação no reconhecimento de emoções e no desenvolvimento e redução do preconceito na infância, no ISCTE.

Depois de uma oficina de expressão dramática no secundário o bicho do palco infectou-a e anda a ver se se trata connosco. Para matar as saudades de Olhão passeia, lê e cozinha com os amigos.


Virgínia Marques (n. 1980)

Licenciada em Bioquímica, doutorada em Regulação Bioquímica. Começou este ano o pós-doutoramento sobre mecanismos de inflamação no Instituto Gulbenkian de Ciência.


















Para apanhar esta falsa grega é preciso correr, parada é que nunca está. A leitura é posta em dia nos transportes públicos, e nas poucas horas que está em casa em vez de usar o sofá aproveita para o mudar de sítio. Outra vez.









1ª parte de quem são os cientistas ao fórum

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Outros cientistas ao palco

Kate McAlpine começou por ser conhecida como criadora e intérprete do rap do Large Hedron Collider, o gigantesco acelerador de partículas do CERN que tanta atenção despertou, incluindo a dos apocalípticos e cépticos.


Licenciada em Física e Escrita Profissional pela Universidade do Michigan, resistiu a entrar numa carreira de investigação interessando-se antes pela comunicação de ciência e em encontrar formas apelativas de chegar a todos os públicos. Depois de um breve estágio na American Physical Society foi parar ao CERN para cobrir a licença de maternidade da responsável pela ligação à imprensa norte-americana. A imprensa do mundo inteiro reparou no seu rap do LHC.


Passou agora para o ATLAS, como jornalista e comunicadora, mas continua a rappar pela física fora. Agora sobre isótopos raros, para chamar a atenção para a construção de um acelerador na sua alma mater Michigan State University. Parece estar a funcionar.






Não é a única nem foi a primeira, mas é sem dúvida a Science rapper mais famosa do mundo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Quem são os cientistas que fazem Teatro-Fórum (1)

Américo Duarte (n. 1980)

Licenciado em Química, a fazer o doutoramento em Bioquímica Estrutural e Funcional na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT/UNL). Dedica-se a clonar, exprimir e purificar proteínas para poder determinar a sua estrutura e assim contribuir para a compreensão mais profunda e adequada das suas funções biológicas.





Quando não está a trabalhar ou a fazer teatro pode ser encontrado no ginásio, a correr à beira mar, a montar a cavalo ou a nadar. Sentado só o apanham se estiver no cinema, teatro ou a ver concertos. De vez em quando sobe ao monte para apanhar e contar cavalos selvagens.






Ana Osório Oliveira (n. 1986)

Licenciada em Biologia Aplicada pela Universidade do Minho, é agora bolseira de investigação na Unidade de Neurociências Celular e Molecular do Instituto de Medicina Molecular, da Universidade de Lisboa, onde está envolvida em projectos de estudo de alvos terapêuticos na doença de Parkinson em modelos animais.










Foi federada em patinagem artística durante mais de 12 anos, que ainda pratica sempre que apanha um ringue a jeito. Desde 2001 que se tem entregue às artes cénicas, como actriz na sua terra natal (Fafe), e também já experimentou dança contemporânea. Para além de passear gosta mesmo é de correr. E de mergulhar, muito.











Andrea Santos (n. 1977)

Licenciada em Engenharia Química, Doutorada em Química, dedica-se ao pós-doutoramento em Biofísica na FCT/UNL onde estuda as alterações na estrutura 3D de proteínas sujeitas a altas temperaturas, através da interacção da luz com a matéria, para compreender a estabilidade dessas mesmas proteínas que pertencem a bactérias que crescem em ambientes extremos.








Quando não trabalha ou ensaia está a tratar dos seus bichos. Dos cães e gatos, passando pelos passarinhos e peixes, não lhe escapam ao tratamento e às brincadeiras. Aproveita para passear e fotografar as coisas bonitas que encontra.






Catarina Francisco (n. 1982)

Licenciada em Engenharia Electrotécnica e de Computadores pela Universidade de Coimbra, faz o doutoramento na Nokia Siemens Networks Portugal. Já desenvolveu software para um softswitch VoIP, e agora dedica-se ao encaminhamento dinâmico em redes IP/MPLS, para além da Business Intelligence. Ou seja, desenvolve melhores modos de encaminhar ou ligar pessoas através de áudio, vídeo e dados, para que consigamos comunicar através da internet.









Quando não trabalha não pára quieta; dança muito e de tudo, salsa, merengue, cha cha cha, kizomba, vai ao ginásio, alinha-se em patins, rema em canoas e kayaks, e nada até que os braços lhe doam. Também já gostou de dar música, entre o piano e o bandolim o seu coração balança.














Leonor Alves (n. 1975)

Licenciada em Química Aplicada, ramo de Biotecnologia(FCT/UNL), com mestrado em Controlo de Qualidade e Toxicologia dos Alimentos, pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, neste momento tem uma bolsa de investigação na área do ambiente - está-se a especializar no controle da poluição nacional à força de catanadas.







Há mais de dez anos a atirar-se de corpo e alma para o palco, ou para o tapete para praticar Yoga. Viciada confessa em música, ouve e vasculha de tudo para escolher o que mais gosta, já andou a experimentar rodar pratos para pôr os outros a dançar. Designer amadora nas horas vagas.





Sónia Negrão (n. 1975)

Licenciada em Engenharia Agronómica, Doutorada em Biologia, faz o pós-doutoramento ainda e sempre sobre o arroz, no Instituto de Tecnologia Química e Biológica, UNL, em Oeiras. Agora anda a ver como tirar o stress ao dito, parece que não gosta de crescer em terrenos com sal. Miraculosamente ainda não tem os olhos em bico.











Esta mulher gosta de tudo o que sejam actividades radicais: taekwondo, paint-ball, TT, escalada... podem sempre convidá-la, logo a seguir ao arroz do que mais gosta são de nódoas negras.







(continua)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas? (6)

Disto?

Ou disto?


E o que é que fazem os cientistas?



Não consta que tenham descoberto o santo graal, nem que andem de bata quando não correm perigo de contaminação pelos materiais com que trabalham. Também parece que não é obrigatório usar óculos de ver ao perto nem ter o cabelo desgrenhado. Olhando bem, também nem sempre é obrigatório seguir o método científico para fazer ciência.



Quando falamos de Ciência incluimos as ciências exactas (física, química e matemática),

as ciências naturais (da terra, do espaço, do mar, do ambiente, agrárias e biológicas),

as ciências da saúde,

as ciências da engenharia e tecnologia,

as ciências sociais (jurídicas, políticas, comunicacionais, educacionais, da linguagem, economia e gestão, sociologia, antropologia, demografia e geografia),

e ainda as artes e humanidades (filosofia, história, psicologia, estudos literários e artísticos).


Ou não?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Outros cientistas ao palco

Fame? I want to be a scientist!, exclamou Ashley Banjo - dançarino, coreógrafo e líder do grupo Diversity que ganhou a final do Britain's got talent, atirando a favorita Susan Boyle para 2º lugar.

Ashley está a fazer o mestrado em Física e Biologia na Universidade de Londres, e apesar de estar a gozar de reconhecimento mundial como artista o que ele deseja mesmo é continuar a estudar e vir a ser cientista. A mostrar que o palco e o laboratório não são mutuamente exclusivos.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas? (5)

Disto?

Ou disto?


Apenas 1/5 dos doutorados continuam a via de investigação. Dado que quando passam a ser conhecidos pelo público em geral através dos media já passaram o PhD há algum tempo, será que quando falamos de cientistas falamos de pós-docs?

E o que acontece depois do pós?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Repto aos não cientistas: o que acha que é isto de ser cientista?


Mostrámos como andámos a recrutar cientistas no ITQB (foi bem sucedido, ganhámos três com estas andanças), dos dilemas de ficar ou ir deste pouco plano país que é o nosso, as possibilidades de progressão na carreira dos bolseiros e a sua importância no desenvolvimento de novas empresas, e da necessidade da comunicação do trabalho científico.

Podem espreitar os ensaios do Teatro-fórum e a expressividade dos stand-upers, sentir a convocação dos bufões internos e pensar nas expectativas que há sobre o projecto de levarmos cientistas ao palco.

Já começámos a dissecar o que achamos que os outros acham de nós - mas na realidade o que queriamos mesmo era saber a sua opinião. O que acha que é isto de se ser cientista?

Temos uma ideia do que pensam ser a vida amorosa dos cientistas (já agora, alguma coisa a acrescentar?). Mas e o resto?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas? (4)

Disto?


Ou disto?


Uma questão com que a maioria dos investigadores se debate nalguma fase da sua carreira é a de ficar ou ir embora. Ou a de ficar lá, nesse grande país que é o estrangeiro, ou voltar para cá, seguindo o chamamento atlântico da costa oeste da Europa.

Nos últimos anos tem havido crescimento e investimento nos institutos de investigação em Portugal, tornando mais apelativa a carreira nacional. No entanto, a experiência ainda que temporária noutro grupo num país que não o seu é enriquecedor tanto do ponto de vista científico como pessoal.

Em 2000 a União Europeia criou a ERA - European Research Area, uma plataforma para contribuir para a competitividade da investigação científica europeia, aumentando a interacção entre Estados-Membros na partilha de conhecimento, infraestruturas, técnicas e pessoas de forma a estimular e propiciar o sucesso na produção, transferência, partilha e divulgação dos conhecimentos e desenvolvimento tecnológico, contribuindo também com e para a progressão na carreira dos investigadores dos Estados Membros.

Na Carta Europeia do Investigador, documento de 2005 onde se estabelecem princípios e requisitos gerais que devem definir os papéis, responsabilidades e direitos dos investigadores e das entidades empregadoras e/ou financiadoras pode também ler-se que


Do outro lado da balança: clima, gastronomia, família e amigos.

Ir ou ficar?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas? (3)

Disto?



Ou disto?



Nos ensaios do Teatro-Fórum continuamos a explorar o que pensam dos cientistas os que não fazem ciência, bem como o que significa progressão na carreira para alguém que investiga, descobre, descodifica e comunica.


Para além do trabalho de pesquisa, investigação e descoberta os cientistas têm de conseguir comunicar a dois níveis:
1. Para os seus pares - em artigos, congressos ou encontros, para não apenas demarcarem o seu território de inovação como para se submeterem ao julgamento de quem também é especialista na mesma área. O processo de discussão e reconhecimento pelos demais é uma das pedras basilares da credibilidade dos dados, sua recolha e validade científica junto da comunidade.
2. Para o público em geral - tentando assegurar que as suas conclusões, mesmo as que parecem mais eclatantes e atraentes para os media em geral, não seja deturpados ou mal-lidos pelos leigos na matéria.


Conseguindo fazer ambas as coisas com sucesso, Yours is the Earth and everything that's on it, and - which is more - you'll be a Scientist, my son!*

Lembramos isso na altura em que tanto se fala da Ida por todos os lados (a esse respeito vale a pena ler o artigo que saiu na PLoS e a análise da comunicação dos respectivos resultados nos media no Público), da alteração do código genético das Candida albicans (na Nature e no Público) e na semana da atribuição do Prémio Príncipe das Asturias das Ciências Sociais a David Attenborough (também há o da Investigação Científica e Tecnológica).


"Nós não estamos a alegar que [a Ida] é o nosso ancestral directo. Isso é de mais. Nós só existimos há poucos milhões de anos e a Ida esteve viva há 47 milhões de anos." Mas o cientista Jorn Hurum assume o espectáculo, que aliás, já tinha sido utilizado no Predador X, que segundo o paleontólogo é a melhor forma de pôr os miúdos interessados em paleontologia. "Qualquer banda pop ou atleta faz o mesmo tipo de coisas. Nós, na ciência, temos que começar a pensar da mesma forma", disse, citado pela "Times Online". (daqui)


Temos?

terça-feira, 26 de maio de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas? (2)

Disto?

ou disto?


Há muitas maneiras de se começar a ser cientista, mas a maioria começa com uma bolsa. Não é a bolsa que faz deles investigadores, mas é o que lhes paga as contas. Para informações sobre este assunto podem consultar o site da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e aceder ao Guia do Bolseiro da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica.

A maioria dos jovens investigadores científicos são efectivamente bolseiros, e cada vez mais. O que não significa que sejam estudantes: são trabalhadores em ciência e/ou tecnologia, sempre em formação como qualquer bom profissional de qualquer área. Apesar de não auferirem subsídio de férias ou de Natal. Mas têm férias. E Natal.

Há quem acumule essa função com a docência no Ensino Superior, o que significa uma carga às vezes bem pesada. Dar aulas é muito mais do que as horas na sala de aulas, implica preparação e seguimento dos estudantes e sua avaliação. E o tempo que não estica, que não estica.

No grupo de trabalho de Teatro-Fórum temos bolseiros para todos os gostos e feitios, e de várias áreas científicas - e mulheres em larga maioria. Porque será?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Repto aos não-cientistas: Qual a vossa imagem da vida amorosa de um cientista?

Imagem do calendário erótico da Federación de Jovenes Investigadores / Precarios

Uma cientista do grupo de stand-up lançou este repto aos seus amigos e familiares. Todas as respostas recebidas até agora. Anónimas, apenas com indicação de genéro. Deixe-nos também a sua, na caixa de comentários!

(Masculino ; Feminino)

1.
Assim sinceramente (e não pensando em nenhum cientista em especial, nem em ti) os cientistas não têm uma vida amorosa normal? Isto é dentro das anormalidades que o amor implica obviamente! ou seja, uma vez que um cientista é um ser humano normal, tal como qualquer outro, acho que tem uma vida amoraosa normal! Por isso priminha, fica descansada!!! És normal como os outros!! :) F

2.
Como as enzimas, uns "enzima" dos outros bem juntinhos, como cadeias de DNA e barulhentos como electroes: Planck planck planck! F

3.
Acho que é cheia de experiencias M

4.
Eu acho que tu namoras com uma amiba M

5.
A vida amorosa de um cientistas deve envolver muita química... F

6.
Acho que dedicam demasiado tempo ao trabalho passando a vida amorosa para segundo plano. Depois como não sabem lidar com a vida amorosa, afastam-se das pessoas. M

7.
Pelo que conheço dos cientista de hoje em dia são em geral pessoas com a mentalidade aberta e pouco agarrados a tradições como o casamento. Geralmente vivem maritalmente ou sós. Como cientistas viajam bastante e por vezes por periodos alargados, como um ano ou mais. Muitos cientistas que conheço conseguem manter uma relação apesar de estarem muito tempo à distancia. M

8.
Eu acho que o Einstein era menino para se “esquecer” da função física se uma função diferencial lhe acometesse a mente.

Acho que o Darwin deveria supre activo para melhorar a evolução. Talvez tentasse variadíssimas posições e situações para estimular a variedade.

O Custeau fá-lo-ia, garantidamente no mar.


O Pasteur, só depois de devidamente limpo e esterilizado. Ele a companheira, a cama, o quarto e, provavelmente, em ambiente de subpressão com entrada Eppa.


O John Watson, em espiral. E sempre, duplamente.


O Descartes pararia para pensar, cogitar. O Damásio nem pensaria.


Platão fá-lo-ia atrás de um lençol iluminado - para projectar as sombras.


Arquimedes numa banheira.


Maxwel em saca rolhas

Pierre Curie... por rádio (hoje, talvez internet)


Mas o mais explosivo, sexualmente seria, sem dúvida, o Nobel! Verdadeira dinamite.
M

9.
“Para mim a vida amorosa de um cientista deve ser muito metódica :D Tudo com procedimentos bem definidos, rotinas escalpelizadas, e tudo com muita sustentação teórica :)

Bem, acho que se for um cientista NO EXAGERO DA PALAVRA (Aquele que é tipo cientista-
maluco) a sua vida amorosa deverá ser uma vida em que devido ao seu horário de trabalho não rígido, deverá ter alguns problemas no que diz respeito à busca do seu grande amor e mesmona sustentação familiar de um relacionamento presente. Isto pq o seu horário muitas vezes o condiciona a ele e faz com que ele se interesse e se entusiasme por vezes demais no seu trabalho e menos um pouco na sua família. Um cientista é tão metódico e tão com os procedimentos bem definidos que via tudo o que tivesse a ver com a mulher relacionado com a ciência, ou seja, instigar-se sempre com o “porque”, (pq é k a mulher é assim? Pq é k a mulher tem tt necessidade de falar? Pk é k a mulher tem tanta necessidade de se vestir bem e de ser vaidosa? Pk é k a mulher tem necessidade de dizer mal das outras)…. E também com o “Como” (como é k a conquistarei? Como é k a mulher terá mais prazer? Como é k a posso levar a jantar?) e o “o que é? (O que é k a faz gostar mais de mim? O que é o prazer? O que é o amor? O que é o carinho”) M

10.
Bom, em primeiro há que salientar a qualidade da língua de um cientista. É impressionante o inglês técnico que dominam e mais impressionante ainda é que o utilizam (tb para mostrarem que o possuem) durante todo o tempo da “vida amorosa”, falam em estrangeiro que só eles devem perceber. Um cientista em que país for é sempre um estrangeiro.

O segundo ponto é ainda mais estranho, nos finais dos actos amorosos da “vida amorosa” é
normal que aconteçam coisas, hummmm…, “diferentes”, que nos os leigos (não cientistas) achamos normais e deixamo-nos estar todos contentes sentados no sofá. Agora não é normal no fim ir a correr para o Google para se tentar provar o quer que tenha acontecido, é pá, quebra a parte amorosa. Tirando isso acho normal. M

11.
Conseguem manter as ditas relações, mesmo com grandes períodos de ausência, uma vez que SE ESQUECEM que têm essas relações! (a ideia do cientista alienado do mundo). se vivem sós é porque não encontraram ninguém que aturasse as quebras para idas ao google! F

12.
Bastante farta e experimental. Nao sera por acaso que os tipos invetaram o Viagra uma das maravilhas do seculo, dizem! Qual tensao arterial alta ou colesterol... Viagra obedeça a prescrição e deixem-se de intelectualidades! Imaginem depois de tanta proveta e artefactos em forma de dildo!!! M

13.
Acho q pode ser menos vivida do ponto de vista sentimental pq é mais analisada do ponto de vista do processo em si e das reacções em causa. Ou seja, por exemplo um ginecologista! Eu acho sempre q eles a fazerem sexo estão sempre a pensar "ah, agr se puser o dedo ali no lijfoifhwfqlkfjlqk da minha companheira aquilo tem lá muitos circuitos nervosos e ela vai gostar" em vez de "go with the flow", o que deve ser um bocado chato, coitados...

Enquanto q aqueles q não são cientistas abstraem-se mais de tudo enqt estão a fazer o amor. É
mais naquela de "ok, trabalho àparte, agora é para pinocar!" Só. E chega! Resumindo: um cientista, se não se puser a pau, pode ser muito chatinho na sua vida amorosa! F

14.
eu diria que o einstein se aproveitou melhor da teoria da relatividadade na sua vida amorosa...és feio, isso é relativo, és mau na cama, isso é relativo, querido, entao e eu, isso é relativo e.... e tb imagino um cientista a fazer um protocolo antes e um mapa de resultados depois e a entregar um esquemazinho...e a dizer “mas por favor diz-me se errares” F

quarta-feira, 13 de maio de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas? (1)

Disto?
Ou isto?





Esta semana no grupo de trabalho do Teatro-Fórum falámos sobre o que os outros acham sobre o que nós fazemos. Só vale a pena ser cientista se for para descobrir a cura definitiva do cancro, a vacina para o HIV ou ganhar o prémio Nobel? (de preferência tudo ao mesmo tempo, se faz favor. E uma dose de batatas fritas)

Andam pais a financiar licenciaturas aos filhos para seguirem uma profissão que é mais uma paixão, entregam-se muito e ganham pouco, sem grandes garantias de futuro, para além de terem de levar com os vizinhos "mas afinal ela estuda ou trabalha?"

O primo afastado pergunta se lhe sintetizamos uns comprimidos fixes para o sábado à noite, não é para isso que serve a química, ou se trazemos bichinhos nos bolsos, daqueles que têm doenças e espalham o caos. Se já explodimos a cozinha da avó ou se passamos o dia na biblioteca a gastar os olhos e a perder o sol. Se com a engenharia genética dedicamos o tempo a produzir bagos de arroz do tamanho de abóboras ou se já clonamos pessoas às escondidas ali para os lados de Oeiras, onde ninguém vê. Quando falamos em trabalho de campo pensam que plantamos batatas, a física de partículas soa a insulto gratuito e convém esconder a formação em engenharia electrotécnica para não pensarem que se conserta frigoríficos e microondas.


O que é que os não-cientistas acham que é isto de andar a fazer ciência?