sexta-feira, 31 de julho de 2009

MARIONETAS em acção no PORTO




Ficam aqui estas imagens para começar a desvendar o que irá acontecer na actuação do grupo de Marionetas no dia 25 de Setembro.

Já conseguem imaginar o que se vai passar?

Estão curiosos para ver?

Então anotem na vossa agenda que não podem perder a Noite dos Investigadores.



Texto e fotos: Alexandra Matos (IBMC)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Cientistas de Pé no bar do IMM


Foi nesta terça-feira que os Cientistas de Pé tiveram a sua primeira prova de fogo. A apresentação nos 250 anos de Oeiras foi um aquecimento, os textos ainda estavam um pouco atrasados e pouco sabidos, mas esta iria ser mesmo a sério.
Na meia hora antes da apresentação concentramo-nos numa pequena sala onde, apesar do medo das brancas e dos nervos à flor da pele, fizemos os nossos exercícios de descontração ao som de gargalhadas, ruius, fas, vus e bocejos.
A entrada no bar foi arrepiante, estava lá mais gente do que estava à espera. Apesar de reconhecer algumas caras amigas, muitas pessoas eram desconhecidas para mim, e pareciam ansiosos para rir a bandeiras despregadas. Era desta pressão que nos tinhamos que libertar, da obrigação para fazer rir. Nós tinhamos uma história para contar e era nisso que nos tinhamos de concentrar.
Mesmo depois de já ter actuado, e de estar num estado eufórico e a tremer, não deixei de acompanhar os meus amigos, nervoso com a actuação deles, mas por outro lado confiante... até cheguei a soltar umas valentes gargalhadas.
No fim, reinou a boa disposição e uma sensação realização. Tinhamos conseguido fazer um espectáculo que era resultado de alguns meses de trabalho e dedicação. Tudo culpa do Romeu e do David. E foi uma óptima preparação para a Noite dos Investigadores, no dia 25 de Setembro.

Parabéns Almeida, Leite, Pinto, Vaz, Mateus e Silva.

João M. Damas

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Projecto de teatro com a Associação Cultural SEM PALCO no Porto

O projecto de teatro que se está a desenvolver no Porto, com a companhia ‘Sem Palco’ pretende ser um espaço aberto à exploração onde a linguagem teatral se encontra ao serviço dos objectivos inerentes à actividade da Investigação Científica e Tecnológica.

Os objectivo da companhia ‘Sem Palco’ são:
- Envolver os investigadores na criação teatral de um espectáculo de teatro;
- Promover a interacção entre investigadores e actores;
- Desenvolver e/ou alargar as capacidades de criação artísticas do grupo de investigadores;
- Criar um espectáculo que mostre a importância e utilidade dos resultados conseguidos a partir das investigações levadas a cabo, aliado a uma vertente de entretenimento.

Daniel Pinheiro, um dos formadores da Associação Cultural SEM PALCO, respondeu a algumas perguntas:

O que é que já foi feito até agora?
Durante a primeira fase do nosso trabalho o objectivo principal foi integrar os investigadores no processo de criação teatral. Fornecer aos Investigadores, neste primeiro módulo de oficina de teatro, as ferramentas necessárias e indispensáveis para poder avançar na construção de uma peça de teatro, cuja temática foi decidida em conjunto com os participantes.
Noções de postura, corpo, movimento, voz e técnicas de improvisação foram abordadas durante esta primeira fase de uma maneira bastante orgânica e fluída, onde os investigadores se foram gradualmente apropriando de ferramentas que lhes serão úteis na segunda fase do trabalho, ou seja, a peça de teatro propriamente dita.
Improvisações em grupo onde se foi construindo uma dinâmica essencial entre todos, e onde as dúvidas foram surgindo e clarificadas de forma espontânea sem necessidade de abordagens teóricas extensas.
Relativamente às técnicas utilizadas em vários exercícios, não houve um género especifico a ser trabalhado, foram abordados diferentes géneros teatrais que permitiram atingir resultados interessantes e relevantes para o trabalho que se segue. Desde técnicas de movimento e postura corporal provenientes do trabalho de Jacques Le Coq - Corpo Poético - onde o corpo e o movimento se unem para produzir metáforas da mensagem que se quer transmitir, e passando por exercícios de improvisação integrados em técnicas de Teatro Fórum.

A aceitação dos Investigadores ao projecto de Teatro proposto?
O grupo de investigadores que iniciou a Oficina de Teatro mostraram-se desde o inicio bastante interessados no trabalho que ia ser feito. Obviamente o Teatro apresenta-se sempre como uma tarefa bastante complicada aos olhos daqueles que não o conhecem por dentro.
Mas rapidamente essa ideia pré-concebida foi modificada assim que se partiu para a prática dos exercicios.
Os participantes da oficina (um número que foi aumentando gradualmente) foram de sessão para sessão demonstrando mais interesse no trabalho que estava a ser feito, tanto que as sessões decorriam sem qualquer problema e a atenção e interesse era cada vez maior e naturalmente mais produtiva.
Toda esta primeira fase foi bastante produtiva no sentido que se cumpriram os objectivos propostos para a Oficina de Teatro e se atingiram resultados e descobertas que serão utilizadas na segunda fase do trabalho para a produção do resultado final.

Alguns motivos para convencer os Investigadores neste projecto?
Não sei com que argumentos se convence um Investigador a aderir a este projecto, na realidade é algo que se experimenta e como tudo na vida há uns que gostam mais do que outros.
Penso que como qualquer Investigador faz na prática diária do seu trabalho o Teatro pode ser mais um objecto de estudo, algo a que o individuo se propõe e antes de poder dar alguma resposta sobre o que é e como é, se deve passar por uma fase de experiência que logo define a resposta que se procura.
Acima de tudo o Teatro é colocar hipoteses e logo a seguir testá-las na prática para ver se resultam ou não.

O que é que os investigadores pode esperar do produto final deste projecto de Teatro?
Acho que podem esperar divertimento. Uma peça de teatro que de alguma maneira faça reflectir, de forma descontraída, sobre as problemáticas que pressupõe todo um processo de Investigação.
E acima de tudo ver Investigadores que se propuseram a eles próprios vencer este "bicho de sete cabeças" que é a exposição perante um público, sem se preocupar muito com a maneira como se faz, desde que isso esteja estudado, definido e preparado.

O que fizeram os nossos investigadores no último dia do workshop com a Associação Cultural ‘Sem palco’:

- Exercícios de aquecimento;



- Exercícios para encontrar o equilíbrio;



- Andar pelo espaço segundo as características escolhidas entre: tempo, espaço e peso;


- Falar só com sons, gestos e caretas (um exercício muito divertido para treinar a linguagem gestual e a improvisação);

- Exercício de escrita automática


O que se ouve durante os ensaios (não, não é o que parece):
“Tenho de ir mudar o tampão!”
“Nunca tinha visto nada tão grande!”
“A profissão é sociocultural ou profissional?”

Segundo alguns dos participantes: A EXPERIÊNCIA ATÉ AGORA FOI...

“engraçada e divertida"
Daniela Silva, Microbiologia e Biologia Celular

“a realização de algo que sempre sonhei fazer! E, em nada desiludiu as minhas expectativas. Estou a adorar! A equipa é fantástica!
Andreia Teixeira, aluna de doutoramento em Ciências de Computadores

Por enquanto, o espaço de teatro está de “férias”, mas regressa dia 17 de Agosto!

Os interessados ainda se podem inscrever!

Texto e fotos: Alexandra Matos (IBMC)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Porto - Companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora




Desde Maio que um dos grupos de investigadores do Porto começou a preparar a Noite dos Investigadores com a companhia ‘Teatro e Marionetas de Mandrágora’. Os ensaios terminaram na passada quarta-feira, dia 22 de Julho, mas regressam dia 2 de Setembro, entre as 19h e as 22h, como sempre na Reitoria do Porto.

Falamos com a coordenadora do projecto, Filipa Alexandre, que nos explicou o que é que já foi feito até ao momento:

“Fizemos uma introdução ao universo das marionetas: o que são as marionetas e quais são as suas características. Além disso, fizemos diversos jogos com objectos; exercícios de voz e de corpo que incluiram sessões de aquecimento corporal e relaxamento”.

Segundo Filipa Alexandre “tem sido uma partilha de experiências, e ideias que tem corrido bem. A ideia é que o espectáculo seja para o público em geral, de tarde mais direccionado para as crianças e à noite para os adultos. Nos ensaios cada pessoa dá um pouco do seu mundo, das suas próprias investigações e vamos colocar isso no espectáculo de uma forma mais ao menos directa”.

A sessão do dia 15 de Julho foi um pouco diferente das outras porque pela primeira vez houve uma experiência de construção de marionetas de esponja que Filipa Alexandra considerou que resultou muito bem.

As inscrições para o teatro de marionetas já fecharam e o grupo é constituído por cerca de 14 pessoas. “Acho que é importante que toda a gente que está aqui dentro possa participar e quanto mais pessoas estiverem presentes na Noite dos Investigadores melhor será para todos”, concluiu Filipa Alexandre.


Texto e fotos: Alexandra Matos (IBMC)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Quer vir fazer a Noite connosco?

Depois de Olhão e Porto, estão agora também abertas as inscrições a quem pretenda colaborar com a Noite Europeia dos Investigadores em Lisboa.


O speed-dating com cientistas será uma das zonas de contacto com o público mais interactivas e divertidas. O que se pede aos investigadores é simplesmente que conversem com os visitantes sobre tudo o que quiserem mas … em 5 minutos. 5 minutos é o tempo de que o investigador dispõe para responder (ou perguntar) a várias questões, desde a área de investigação aos passatempos. Acabado o tempo, é altura de conversar com um novo visitante.


Se o speed-dating não é coisa que o atraia mas mesmo assim gostasse de estar envolvido neste projecto, há muitas outras actividades em que pode participar – desde tirar fotografias a fazer inquéritos, acompanhar escolas, ou outras que irão surgindo.


Para participar e fazer parte deste evento, a decorrer entre as 15h e as 00h nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian envie um email para cientistasaopalco@gmail.com indicando

Para speed-dating
Nome
Idade
Instituição
Investigador/Est. doutoramento/Pós-doc/outro
Área de investigação
Há quantos anos faz investigação
Disponibilidade(15-17h; 17-19h; 19-21h)

Para participar nas restantes actividades:
Nome
Instituição
Investigador/Est. doutoramento/Pos-doc/Estudante/outro
Actividade (avaliação/fotografia/visitantes/qualquer uma)
Disponibilidade (14-16h; 16-18h; 18-20h; 20-22h; 22-24h)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Nascer da Evolução: making-of

O Nascer da Evolução é um espectáculo original (criado por André Levy e David Marçal, com encenação de Amândio Pinheiro e protagonizado por Cláudio Silva) para a Noite Europeia dos Investigadores 2009. Aborda o tema do desenvolvimento da resistência a antibióticos pelas bactérias e será apresentado no Museu da Ciência de Coimbra. Nele participam 14 investigadores, através de vídeos que serão integrados no espectáculo. Alguns momentos das filmagens:











segunda-feira, 20 de julho de 2009

Rain Orchestra

http://www.youtube.com/watch?v=rvngZLF7dUs

Uma sugestão de Patrícia Pina para o "Laboratório do Corpo Poético" (T. Movimento/ Cientistas ao Palco, Noite de Lisboa)

IDAS E VOLTAS

A respiração.
Começamos pela respiração.
A caixa toráxica dá sinal de vida, o que é bom, o corpo move-se acompanhando os batimentos ritmícos e ressoa. Soa bem.

Respiramos em apneia. Corpos suspensos, congelados num segundo de hesitação, projectam-se para o exterior para depois regressarem a casa. Raios de luz.

Inspiramos juntos, braços que procuram outros braços, mas expiramos em solidão.
A matéria corporal estende-se pelo chão, dilata-se, pinta. Rabisca uma gramática improvisada e experimenta pipetar ao som de um Piazolla remixado e electrónico. A pipeta apaixona-se pelo tango e juntos deslizam trágicos e sublimes pelo espaço.

Chega a voz:

- Ahh!!

O samurai mostra a sua raça e fibra. Vibra o “ahh” no corpo que respira pelos rins e a voz desenha firmemente o caminho. Vozes que contam até 20, que criam aeroportos, que nos transportam a florestas, que encarnam personagens e ecoam pensamentos.

And now, ladies and gentlemen, something completly different…

Estamos prestes a entrar no fabuloso mundo de K.
De conhecer os meandros da sua frenética e complexa existência e de descobrir pormenores de uma quotidiana odisseia que desafia a gravidade…
A viagem que sempre quis fazer… (tambores em crescendo)

…. Um dia na vida de K. Do fracasso ao sucesso - ida e volta.

K. é cientista. K. é a nossa protagonista.

- Já assinou os papéis??

Entramos na vida de K. - K. dorme, K. sonha.
Na sua cama imensa com lençois XXL, a sua almofada fofinha Gosa Syren (que os suecos dizem ter “enchimento de microfibras – o que cria uma almofada indeformável e arejada”) lateja e desintegra-se…

- E a sopa… já comeste a sopa?

K. sonha, tem sonhos pesados, pesadelos portanto. Os lençois ganham voz, falam, gritam. A almofada transforma-se em mãe, marido, filha, chefe. Eles invadem o seu sonho, censuram-na, dão opiniões, dão palpites.

- Isto está muito mal….!

- Oh darling!

Amigos, palavras de ordem, pedidos, Deus, albatrozes e leveduras.
Todos. Todos entram pelo seu sono adentro. Fazem exigências, ameaças, declarações:

- Eu plhrecilhso de falar contigo, amiga, tu telhns de me ajlhudar!

K. diz que sim , diz que não, diz que não sabe.
K. transpira, caminha, decide. K. chora, desespera, volta a tentar…

- Estás cá mamã?

Uma sinfonia radiofónica de bons dias marca o exuberante compasso de um novo dia.

K. lava o dente, lava a cara, puxa o zip, come os cereais. Veste a manga, despe a meia, põe desodorizante.

- I feel good!! I knew that I would now!!!

Um texto de Cláudia Andrade, co-orientadora do "Laboratório do Corpo Poético" (T.Movimento/ Cientistas ao Palco, Noite de Lisboa)

domingo, 19 de julho de 2009

Cientistas de pé com microfone




O microfone é um instrumento, que é preciso aprender a usar. Os cientistas de pé entram agora na fase amplificada!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Como São vistos os cientistas

Onde acaba a piada e começa a realidade?


Sofia Leite

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Júlio Verne em Coimbra


O “Sr. de Chimpanzé” de Júlio Verne vai ser apresentado pelo Cientistas ao Palco em Coimbra.

Verne, enquanto autor teatral, não é muito conhecido da maioria das pessoas. No entanto a sua obra neste campo é algo extensa: 5 dramas históricos, 18 comédias e vaudevilles, 8 libretos para óperas-cómicas e operetas e 7 peças escritas a partir do conjunto das suas “Viagens Extraordinárias”. Ou seja, um total de 38 peças.

Sr. de Chimpanzé (“Monsieur de Chimpanzé”) é uma opereta em um acto com libreto de Júlio Verne e música de Aristide Hignard. Foi apresentada pela primeira vez no Théâtre des Bouffes Parisiens, no dia 17 de Fevereiro de 1858, e enquadrava-se perfeitamente na forma e no espírito das óperas cómicas que na época animavam aquela sala parisiense.

As personagens desta opereta são o Dr. Van Carcass, conservador do museu de Roterdão, a sua jovem filha Etamine, o jovem pretendente da filha, Isidore, e o criado para todo o serviço Baptiste. O enredo é simples e divertido, bem ao estilo deste tipo de obra: Van Carcass não autoriza o namoro da filha com Isidore. Este, para se encontrar com ela, mete-se na pele do chimpanzé que Van Carcass aguardava no museu. Uma vez lá dentro, da pele e do museu, as situações cómicas provocadas pelo estratagema de Isidore sucedem-se em catadupa.

A distância a que hoje estamos do momento em que a peça foi criada abre uma série de possíveis novas interpretações para determinadas situações que ali sucedem, como por exemplo no que se refere ao parentesco entre o homem e o chimpanzé ou os macacos, ou à relação existente entre patrão e criado que ali sugere uma especiação social que é comicamente acentuada pelas constantes invocações de Baptiste das suas origens aristocráticas espanholas.

Apesar de esta obra ter sido escrita cerca de dois anos antes da publicação de “A Origem das Espécies” de Charles Darwin, é pouco provável que Júlio Verne tivesse tido na altura conhecimento da teoria da evolução das espécies do naturalista inglês. Isto não nos impede, no entanto, - aliás quase somos compelidos – a apreciar esta peça com as ideias de Darwin a pairar na nossa cabeça.

Mário Montenegro

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A Ciência vista pela Música

Temo-nos interrogado sobre a forma como os cientistas são vistos por não cientistas... Uma outra questão pertinente seria: "e que veículos ajudam a transmitir uma ideia mais ou menos correcta do que é trabalhar em ciência"?
Por exemplo, como é que a arte, e em particular a música, vê a ciência?
Será que a ciência é sempre vista como algo bizarro, como no vídeo dos Does it offend you, yeah?



(Weird Science, do álbum You Have No Idea What You're Getting Yourself Into (2007))


P.S. - E se gostarem da música, podem sempre ir ver estes senhores tocá-la ao vivo, amanhã em Lisboa (Algés, mais propriamente).


Leonor Alves

quarta-feira, 8 de julho de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas? (5)

Disto?

Ou disto?


Apenas 1/5 dos doutorados continuam a via de investigação. Dado que quando passam a ser conhecidos pelo público em geral através dos media já passaram o PhD há algum tempo, será que quando falamos de cientistas falamos de pós-docs?

E o que acontece depois do pós?

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cientistas no Facebook


Os cientistas ao palco não são os únicos a usarem as novas tecnologias para se mostrarem e multiplicarem aos olhos do mundo.


Há vários grupos muito interessantes a visitar nessa plataforma social; desde logo o Top 10 reasons why you should date a Scientist! A saber:


10 - The world revolves around Scientists, we know how everything works!


9 - We are over-exposed to latex and have become very tolerable


8 - We are "Oh so smart" you'll never be mentally bored with us... So you wanna know why your poo is brown?


7 - All this thinking we do is terribly draining, so we like to be physically challenged & EXPERIMENT too!


6 - There's no need to see a doctor when you're with us, we've seen & tested just about every bacterial disease there is!


5 - We're physiologically knowledgeable, if you're unhappy about a physical feature, we can Genetically Modify YOU


4 - We can hook you up with all the essential party goods... dry ice, Eppie bombs and a shit load of combustible materials. What more could you want?


3 - We look extremely cute in our white lab coats, especially when we wear nothing underneath


2 - You will sound just as smart as us if you say you're dating a Scientist!


1 - Because if you leave us, we'll willingly use you as a lab rat & inject a virus in you


Há também o We're scientists and we're sexy, já com 17.283 membros (não sabemos se todos cientistas sexys ou pessoas que acreditam ser possível encontrá-los e na internet, mas já temos um agente em campo e prometemos notícias em breve).

Interessante descobrir o We look so sexy in our labcoats, we need goggles... for protection, com mais de 24 mil membros - o que deixou felizes os produtores e distribuidores de óculos de protecção.

Não deixem de passar no informativo You know you've worked too long in a lab when, que tem uma listagem de já 84 itens que permitem fazer o diagnóstico - este conta quase com 40 mil membros.

Gostaríamos de salientar o sintoma nº11: When a non-scientist asks you what you do for a living you roll your eyes and talk science at them until they've loss the will to live (mainly for fun). Garantimos que nenhum dos participantes da Noite dos Investigadores sofre deste problema, e que ninguém, repito ninguém, corre perigo de vida no dia 25 de Setembro.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Workshop de Teatro de Marionetas no Porto



Em Maio os Cientistas ao Palco do Porto começaram a sua viagem, com a Filipa Alexandre da Companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora.



Aprenderam a fazer as marionetas







E a preparar o corpo para lhes dar vida e alma









O descanso para ganho de concentração e relaxamento, indispensáveis a qualquer bom trabalho


Venham ver o que andamos a preparar:

Os investigadores vão desafiar o público a partir à descoberta da Evolução das Espécies, através da manipulação da marioneta. Os cientistas têm vindo a preparar afincadamente a peça que vão apresentar no dia 25 de Setembro. Partindo da celebração do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, e tendo como pano de fundo a “A Evolução das Espécies”, a peça convida à reflexão sobre alguns aspectos relacionados com a vida de Darwin e as suas expedições, mas não só… Todos serão convidados a embarcar numa viagem que promete cativar a desenvolver o imaginário científico.

dia 25 de Setembro na Praça dos Leões, no Porto

O palco dos cientistas em Lisboa

O palco do anfiteatro visto das centrais

De um lado





Do outro

E o que verão os cientistas ao palco


Dia 25 de Setembro lá estaremos.



Anfiteatro dos Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian
2 de Julho 2009
Fotografias: David Marçal

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ensaios de Teatro Fórum em Lisboa

Os cientistas ao fórum no palco do Fórum Lisboa (sim, adoramos pleonasmos)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Repto aos não cientistas: o que acha que é isto de ser cientista?


Mostrámos como andámos a recrutar cientistas no ITQB (foi bem sucedido, ganhámos três com estas andanças), dos dilemas de ficar ou ir deste pouco plano país que é o nosso, as possibilidades de progressão na carreira dos bolseiros e a sua importância no desenvolvimento de novas empresas, e da necessidade da comunicação do trabalho científico.

Podem espreitar os ensaios do Teatro-fórum e a expressividade dos stand-upers, sentir a convocação dos bufões internos e pensar nas expectativas que há sobre o projecto de levarmos cientistas ao palco.

Já começámos a dissecar o que achamos que os outros acham de nós - mas na realidade o que queriamos mesmo era saber a sua opinião. O que acha que é isto de se ser cientista?

Temos uma ideia do que pensam ser a vida amorosa dos cientistas (já agora, alguma coisa a acrescentar?). Mas e o resto?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Expectativas

A expressão da apresentadora do programa quando o David Marçal mencionou que os Cientistas ao Palco incluem Stand-up comedy representa quanto as pessoas acham surpreendente a possibilidade de investigadores terem piada. De fazerem teatro em geral, cómico em particular. De fazerem o que quer que seja fora da ciência, na realidade.

Os cientistas que sobem connosco ao palco não apenas têm tempo para os ensaios artísticos como se dedicam ao remo, canoagem, patinagem artística, danças latino-americanas, dança contemporânea, danças tradicionais, tai-chi, montar a cavalo e apanhar potros selvagens, escalada, natação e pilates. Cozinham para os amigos, mergulham até às profundezas do oceano ou sobem aos céus para cairem de pára-quedas. Para além de uma praticante de taekwondo pronta a criar-vos uma abertura especial para estes temas.

No entanto a maioria das pessoas mais facilmente estará à espera da inquisição espanhola que a vê-los brilhar.





A nossa principal arma é a surpresa; a supresa e a qualidade. As nossas principais armas são a surpresa, a qualidade dos espectáculos e a capacidade de entertenimento. Três, são três armas principais. Quatro, com o rigor científico. Temos quatro armas.

Quem dá mais?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cientistas ao Palco de Olhão

Em Olhão, os Cientistas irão subir ao Palco no Ria Shopping.

Das várias actividades a decorrer durante o grande dia de 25 de Setembro contam-se:
- Uma peça sobre as descobertas de Darwin, pelos te-Atrito
- Área de experiências temáticas
- Speed-dating com cientistas

Todos os cientistas/investigadores interessados em colaborar nestas actividades ou em propôr outras devem preencher a ficha de participação. Toda a informação aqui.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A CÓPULA INCAUTA

Ana Maria caminhava apressada, numa tensão nervosa que crescia à medida que se aproximava do laboratório. Do outro lado da porta, as leveduras aguardavam-na... Tinham estado todo o fim-de-semana em frenética cópula, mas ELA não tinha vindo... Prometera-lhes mundos e fundos, a ingrata, «far-vos-ei um digno portfólio!», dissera sorrindo enquanto barrava o agar, «as melhores de vós estarão na Nature!», garantira com afagos enquanto fechava as caixas de petri... Bah! Horas e horas de esforço, de tudo fazendo para que à meia-noite, quando Ana Maria chegasse ao laboratório, as pudesse confirmar, numerosas e belas, numa perfeita composição de lustrosos bolbos de amarelo desmaio... E NADA!


Ana Maria abriu a porta e um grito imenso lhe percorreu as entranhas. Todo o laboratório estava envolto numa grossa pasta amarelo vómito. A cientista escorregou na pegajosa pasta e caiu prostrada no chão. Ao ver o tecto coberto por numerosos bolbos disformes, balbuciou «perdoem-me! por favor perdoem-me! Era o meu aniversário de casamento!...». Os bolbos caíam cobrindo o seu corpo. Até que uma grossa postela se despegou do tecto e a silenciou.
(Rita Fouto)

As Paixões dos Cientistas... no Palco!

As artes são representações do real, não são o real. Mas que real é este que elas representam? Existem artes, como a música, que organizam o som e o silêncio, no tempo. Existem artes, como a pintura, que organizam a forma e a cor no espaço. E existem artes, como o teatro, que organizam acções humanas, no espaço e no tempo. Quais destas acções serão dignas da representação teatral? Evidentemente, só aquelas nas quais os seres humanos revelam as suas paixões. Mas... e o que é a Paixão? É cada um dos sentimentos extremos dos quais o ser humano é capaz. A paixão, por ser libertária, procura reinventar a vida, recriar o mundo.

Adaptado de “A paixão e a arte” - O Teatro como Arte Marcial, de Augusto Boal, Garamond 2003

No Laboratório do Teatro do Movimento temos estado a investigar as paixões. Observamos e analisamos vários sentimentos e desenvolvemos linguagens dramáticas para transpor cada um desses sentimentos para o palco. Jogamos com as escalas: o sentimento de alguém pode ser aumentado pela presença de um coro que nos vai transmitir, em movimento, a emoção do protagonista – entramos no terreno do melodrama. Jogamos ainda com nós mesmos, escarnecemos uns dos outros, de nós próprios, para encarar de frente as paixões humanas com a verdade crua da auto-derisão: convocamos os bufões e entramos no terreno do burlesco.

Lembrámo-nos de outro colega que estudou este mesmo tema: em 1872, Charles Darwin publica “A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais” enquanto estudo complementar da “Origem das Espécies”.
Transcrevo alguns exertos:
“Quando é intensa, a alegria suscita não apenas fortes gargalhadas mas também uma série de movimentos destituídos de sentido: a pessoa pode executar uns passos de dança, bater palmas, bater com os pés no chão, etc.”
“Sendo uma sensação agradável, o afecto gera normalmente um sorriso suave e aviva o brilho do olhar. Suscita em geral um intenso desejo de tocar a pessoa amada.”
“Quando o medo atinge a sua intensidade máxima, a pessoa emite um pavoroso grito de terror. Segue-se um estado de total prostração e um bloqueio das faculdades mentais. Os intestinos são afectados. O esfíncter deixa de funcionar e não retém os conteúdos do corpo.”
“A timidez reconhece-se pelor rubor na face, pelo gesto de desviar ou baixar os olhos, e pelos movimentos nervosos e desajeitados do corpo.”
E é ainda Darwin que se alia a Shakespeare e reconhece que a capacidade do actor de expressar as emoções está necessáriamente relacionada com a sua expressão física:
“Mesmo a simulação de uma dada emoção tende a fazer com que esta desperte na nossa mente. Shakespeare, que pelo seu maravilhoso conhecimento da alma humana poderia ser um juiz excelente, diz o seguinte:
Não é monstruoso que este actor aqui,
por uma ficção apenas, um fumo de paixão,
tenha forçado tanto a alma ao que concebeu
que, por ela alterado, a cara lhe empalidece,
de lágrimas nos olhos e tumulto no aspecto,
a voz tolhida e todos os actos moldando-se
na forma ao que imaginou? E tudo por nada!
Hamlet, II, 2”
Aguardemos então pela obra “A Expressão das Emoções no Cientista” de Agostinho, Almeida, David, Carneiro, Cartaxana, Costa, Dinis, Fouto, Maia, Moraes, Morgado Oliveira, Pina, Santana, Trindade. Parece que será lançada nos jardins da Gulbenkian a 25 de Setembro do corrente ano!
(Catarina Santana)

OS BUFÕES DE SANTA MARIA

Deformaram-se os corpos, como puderam, num silêncio absorto, numa auto-escultura feita de bossas e fossas, mutilações e extensões, desvios e torções. Ousaram então caminhar, esses corpos, humanos e naturais, depois de feros. Por fim pontuaram-lhes alma em vibrações, sonoridades orgânicas.
Treparam por si mesmos a dentro, os bufões de santa maria, rindo entre si, escarnecendo dos demais, convocando por via de danças e cânticos endemoninhados, subtis, um coro, um magnífico coro de deformidades...
Os médicos largaram as urgências e lançaram-se no seu encalço. «Cubram esses seres abjectos!», gritavam, uns para os outros; «Deixem-nos falar!», pediam os doentes, erguendo-se das macas, «Queremos ouvi-los!», exigiam, reanimados pela intrépida febre dos bufões em desfile.
À sua passagem reverberava o caos; dançavam as macas, as máquinas e os suportes intravenosos, vomitavam-se os armários e as prateleiras, planavam as roupas de cama, desaparecia o jantar nos tabuleiros... Os seguranças cuspiam impotentes sobre os walkie-talkies, enquanto os doentes se despiam sem pudor e as enfermeiras cobriam o chão de gritinhos histéricos, forçadas sob os bufões que dos seus bolsos extorquiam milhares de canetas coloridas.
Surgiram, por fim, os cientistas. Vinham sorridentes, de braços no ar, semblante complacente, apaziguar o pânico, repor a tão amada ordem; e com extrema ternura anunciavam «Calma, calma, está tudo bem, isto é tudo uma experiência!»
E logo os médicos voltavam às urgências; as macas, as máquinas e os suportes intravenosos estacionavam nos velhos lugares, os armários e as prateleiras engoliam ordeiros o próprio vómito, as roupas alisavam-se sobre as camas, o jantar rastejava de volta aos tabuleiros; os seguranças repousavam os walkie-talkies, os doentes vestiam-se de novo pálidos, as enfermeiras contavam as canetas em risinhos nervosos...
E os bufões de santa maria recuavam cabisbaixos até junto dos cientistas, num murmúreo salivar que lentamente os expremia entre bossas e fossas, mutilações e extensões, desvios e torções; até que estes, por fim, os acarinhassem...
(Rita Fouto)

Nisto de arrastarem as pernas mancas, bossas e outras deformidades os bufões têm algo de semelhante a alguns cientistas que, literalmente, se arrastam pela lama...
(Paulo Cartaxana)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Cientistas cómicos??!? Ahahaha!

Ensaio dos Cientistas de pé, no Fórum Lisboa.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Workshop Career Paths no Instituto Gulbenkian de Ciência

Sabia que apenas 1 em cada 5 doutorados prosseguem carreiras na academia?

Durante 4 dias discutir-se-ão em Oeiras as diferentes vias profissionais que os doutorados podem vir a ter- a vida para além dos Institutos e Universidades.

Entre os palestrantes convidados estão
De 6 a 9 de Julho, no Instituto Gulbenkian de Ciência. Toda a informação e inscrições aqui.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas? (4)

Disto?


Ou disto?


Uma questão com que a maioria dos investigadores se debate nalguma fase da sua carreira é a de ficar ou ir embora. Ou a de ficar lá, nesse grande país que é o estrangeiro, ou voltar para cá, seguindo o chamamento atlântico da costa oeste da Europa.

Nos últimos anos tem havido crescimento e investimento nos institutos de investigação em Portugal, tornando mais apelativa a carreira nacional. No entanto, a experiência ainda que temporária noutro grupo num país que não o seu é enriquecedor tanto do ponto de vista científico como pessoal.

Em 2000 a União Europeia criou a ERA - European Research Area, uma plataforma para contribuir para a competitividade da investigação científica europeia, aumentando a interacção entre Estados-Membros na partilha de conhecimento, infraestruturas, técnicas e pessoas de forma a estimular e propiciar o sucesso na produção, transferência, partilha e divulgação dos conhecimentos e desenvolvimento tecnológico, contribuindo também com e para a progressão na carreira dos investigadores dos Estados Membros.

Na Carta Europeia do Investigador, documento de 2005 onde se estabelecem princípios e requisitos gerais que devem definir os papéis, responsabilidades e direitos dos investigadores e das entidades empregadoras e/ou financiadoras pode também ler-se que


Do outro lado da balança: clima, gastronomia, família e amigos.

Ir ou ficar?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cientistas ao Palco em Oeiras

Este sábado, dia 20 de Junho, entre as 14h e as 19h30 actividades dos cientistas que se juntam à festa do 250º aniversário - Celebrar Oeiras

Às 18h00 no Palco Família

Cientistas ao Fórum e Cientistas de Pé
O grupo do Teatro Fórum irá recriar todo o processo de criação de um espectáculo: o que é o teatro fórum? o recrutamento dos actores/cientistas; os ensaios; a cena de fórum. Será aberto a perguntas e discussão com a plateia. Para terminar, actuarão os cientistas-de-pé – stand-up comedy por cientistas!

E das 14h00 às 18h00 na Zona Futuro tragam as crianças para meter a mão na massa científica

O DNA de morango – invisível? Não, senhor!
Uma experiência simples que permite extrair e visualizar o DNA de morango. Recorrendo a produtos domésticos – morangos, detergente da loiça, sal de cozinha, filtros de café e álcool – crianças e adultos reproduzem o processo de extracção de DNA utilizado pelos cientistas, podendo levar o DNA para casa, para guardar para sempre!

Células de plasticina
Somos formados por triliões de células...não são todas iguais: têm formas diferentes e fazem coisas diferentes. As células do sangue transportam oxigénio; as do músculo da perna ajudam-nos a dar pontapés na bola. Com plasticina de várias cores, crianças e adultos podem experimentar construir células diferentes, para levar para casa.

O código dos genomas em gomas
A molécula de DNA funciona como uma receita para fazer um ser vivo. Através de um código químico representado pelas letras A, T, C e G é possível construir todas as proteínas que fazem um organismo. A informação contida no DNA pode ser copiada para uma nova molécula de DNA e desta para outra, e outra, até ao infinito, mantendo sempre a mesma receita. Usando gomas de várias cores, crianças e adultos vão poder explorar o que a torna o DNA uma molécula tão especial.

Olhando para dentro de uma molécula
Desde a água ao DNA, o nosso mundo é feito de muitas moléculas diferentes. Através de modelos simples e simulações em computador crianças e adultos poderão entrar na dimensão molecular e conhecer algumas das moléculas de que ainda se procura conhecer a estrutura.

Pelo IGC e ITQB

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Cientistas ao Palco - O filme

Primeiro vídeo dos Cientistas ao Palco: Romeu Costa à procura de cientistas para fazer teatro no Instituto de Tecnologia Química e Biológica. (Oeiras).




Cientistas ao Palco!

Romeu Costa, Ilda Camacho, Catarina Silva, João Damas, Diana Lousa, Luís Pereira, Ana Lúcia Barbas, José Barbas, Colin McVey, Sónia Negrão, Joana LA, Ana Sanchez, Mário Correia e David Marçal.

Guião: David Marçal

Captação de Imagem: Eliseu Aguiar

Pós-produção vídeo e edição: Dread Monkey audiovisuais

Agradecimentos: Instituto de Tecnologia Química e Biológica

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A importância de ser Bolseiro

António Câmara, CEO da Ydreams, sobre o impacto dos bolseiros no Grupo de Análise de Sistemas Ambientais (GASA) da Universidade Nova de Lisboa fundamentais na geração do conhecimento e formação da massa crítica que permitiram a construção da Ydreams e de outras empresas de base científica.

Entrevistado por David Marçal, com imagem de André Levy, na III Conferência de Emprego Científico

segunda-feira, 8 de junho de 2009

De que falamos quando falamos de cientistas? (3)

Disto?



Ou disto?



Nos ensaios do Teatro-Fórum continuamos a explorar o que pensam dos cientistas os que não fazem ciência, bem como o que significa progressão na carreira para alguém que investiga, descobre, descodifica e comunica.


Para além do trabalho de pesquisa, investigação e descoberta os cientistas têm de conseguir comunicar a dois níveis:
1. Para os seus pares - em artigos, congressos ou encontros, para não apenas demarcarem o seu território de inovação como para se submeterem ao julgamento de quem também é especialista na mesma área. O processo de discussão e reconhecimento pelos demais é uma das pedras basilares da credibilidade dos dados, sua recolha e validade científica junto da comunidade.
2. Para o público em geral - tentando assegurar que as suas conclusões, mesmo as que parecem mais eclatantes e atraentes para os media em geral, não seja deturpados ou mal-lidos pelos leigos na matéria.


Conseguindo fazer ambas as coisas com sucesso, Yours is the Earth and everything that's on it, and - which is more - you'll be a Scientist, my son!*

Lembramos isso na altura em que tanto se fala da Ida por todos os lados (a esse respeito vale a pena ler o artigo que saiu na PLoS e a análise da comunicação dos respectivos resultados nos media no Público), da alteração do código genético das Candida albicans (na Nature e no Público) e na semana da atribuição do Prémio Príncipe das Asturias das Ciências Sociais a David Attenborough (também há o da Investigação Científica e Tecnológica).


"Nós não estamos a alegar que [a Ida] é o nosso ancestral directo. Isso é de mais. Nós só existimos há poucos milhões de anos e a Ida esteve viva há 47 milhões de anos." Mas o cientista Jorn Hurum assume o espectáculo, que aliás, já tinha sido utilizado no Predador X, que segundo o paleontólogo é a melhor forma de pôr os miúdos interessados em paleontologia. "Qualquer banda pop ou atleta faz o mesmo tipo de coisas. Nós, na ciência, temos que começar a pensar da mesma forma", disse, citado pela "Times Online". (daqui)


Temos?