















No mês passado andei por algumas Universidades e Institutos portuenses a divulgar o nosso projecto da Noite dos Investigadores. Uma das ideias foi recrutar pessoas para participar nas nossas actividades.
Querem saber por onde passei?
Então eu digo:
FEUP
INEGI
INESC
FADEUP
FDUP
FLUP
FCUP
Para os que não estiveram presentes na nossa acção de divulgação espero que encontrem flyers que deixei nas recepções; bares; bibliotecas; associações de estudantes; etc.
E, claro, inscrevam-se!
PS: Obrigada Eunice, do Porto Cidade Ciência, que me acompanhou no primeiro dia de divulgação.
Alexandra Matos (IBMC)

Os objectivo da companhia ‘Sem Palco’ são:
- Envolver os investigadores na criação teatral de um espectáculo de teatro;
- Promover a interacção entre investigadores e actores;
- Desenvolver e/ou alargar as capacidades de criação artísticas do grupo de investigadores;
- Criar um espectáculo que mostre a importância e utilidade dos resultados conseguidos a partir das investigações levadas a cabo, aliado a uma vertente de entretenimento.
Daniel Pinheiro, um dos formadores da Associação Cultural SEM PALCO, respondeu a algumas perguntas:
O que é que já foi feito até agora?
Durante a primeira fase do nosso trabalho o objectivo principal foi integrar os investigadores no processo de criação teatral. Fornecer aos Investigadores, neste primeiro módulo de oficina de teatro, as ferramentas necessárias e indispensáveis para poder avançar na construção de uma peça de teatro, cuja temática foi decidida em conjunto com os participantes.
Noções de postura, corpo, movimento, voz e técnicas de improvisação foram abordadas durante esta primeira fase de uma maneira bastante orgânica e fluída, onde os investigadores se foram gradualmente apropriando de ferramentas que lhes serão úteis na segunda fase do trabalho, ou seja, a peça de teatro propriamente dita.
Improvisações em grupo onde se foi construindo uma dinâmica essencial entre todos, e onde as dúvidas foram surgindo e clarificadas de forma espontânea sem necessidade de abordagens teóricas extensas.
Relativamente às técnicas utilizadas em vários exercícios, não houve um género especifico a ser trabalhado, foram abordados diferentes géneros teatrais que permitiram atingir resultados interessantes e relevantes para o trabalho que se segue. Desde técnicas de movimento e postura corporal provenientes do trabalho de Jacques Le Coq - Corpo Poético - onde o corpo e o movimento se unem para produzir metáforas da mensagem que se quer transmitir, e passando por exercícios de improvisação integrados em técnicas de Teatro Fórum.
A aceitação dos Investigadores ao projecto de Teatro proposto?
O grupo de investigadores que iniciou a Oficina de Teatro mostraram-se desde o inicio bastante interessados no trabalho que ia ser feito. Obviamente o Teatro apresenta-se sempre como uma tarefa bastante complicada aos olhos daqueles que não o conhecem por dentro.
Mas rapidamente essa ideia pré-concebida foi modificada assim que se partiu para a prática dos exercicios.
Os participantes da oficina (um número que foi aumentando gradualmente) foram de sessão para sessão demonstrando mais interesse no trabalho que estava a ser feito, tanto que as sessões decorriam sem qualquer problema e a atenção e interesse era cada vez maior e naturalmente mais produtiva.
Toda esta primeira fase foi bastante produtiva no sentido que se cumpriram os objectivos propostos para a Oficina de Teatro e se atingiram resultados e descobertas que serão utilizadas na segunda fase do trabalho para a produção do resultado final.
Alguns motivos para convencer os Investigadores neste projecto?
Não sei com que argumentos se convence um Investigador a aderir a este projecto, na realidade é algo que se experimenta e como tudo na vida há uns que gostam mais do que outros.
Penso que como qualquer Investigador faz na prática diária do seu trabalho o Teatro pode ser mais um objecto de estudo, algo a que o individuo se propõe e antes de poder dar alguma resposta sobre o que é e como é, se deve passar por uma fase de experiência que logo define a resposta que se procura.
Acima de tudo o Teatro é colocar hipoteses e logo a seguir testá-las na prática para ver se resultam ou não.
O que é que os investigadores pode esperar do produto final deste projecto de Teatro?
Acho que podem esperar divertimento. Uma peça de teatro que de alguma maneira faça reflectir, de forma descontraída, sobre as problemáticas que pressupõe todo um processo de Investigação.
E acima de tudo ver Investigadores que se propuseram a eles próprios vencer este "bicho de sete cabeças" que é a exposição perante um público, sem se preocupar muito com a maneira como se faz, desde que isso esteja estudado, definido e preparado.
O que fizeram os nossos investigadores no último dia do workshop com a Associação Cultural ‘Sem palco’:
- Exercício de escrita automática
O que se ouve durante os ensaios (não, não é o que parece):
“Tenho de ir mudar o tampão!”
“Nunca tinha visto nada tão grande!”
“A profissão é sociocultural ou profissional?”
Segundo alguns dos participantes: A EXPERIÊNCIA ATÉ AGORA FOI...
“engraçada e divertida"
Daniela Silva, Microbiologia e Biologia Celular
“a realização de algo que sempre sonhei fazer! E, em nada desiludiu as minhas expectativas. Estou a adorar! A equipa é fantástica!”
Andreia Teixeira, aluna de doutoramento em Ciências de Computadores
Por enquanto, o espaço de teatro está de “férias”, mas regressa dia 17 de Agosto!
Os interessados ainda se podem inscrever!
Texto e fotos: Alexandra Matos (IBMC)
Desde Maio que um dos grupos de investigadores do Porto começou a preparar a Noite dos Investigadores com a companhia ‘Teatro e Marionetas de Mandrágora’. Os ensaios terminaram na passada quarta-feira, dia 22 de Julho, mas regressam dia 2 de Setembro, entre as 19h e as 22h, como sempre na Reitoria do Porto.
Falamos com a coordenadora do projecto, Filipa Alexandre, que nos explicou o que é que já foi feito até ao momento:
“Fizemos uma introdução ao universo das marionetas: o que são as marionetas e quais são as suas características. Além disso, fizemos diversos jogos com objectos; exercícios de voz e de corpo que incluiram sessões de aquecimento corporal e relaxamento”.
Segundo Filipa Alexandre “tem sido uma partilha de experiências, e ideias que tem corrido bem. A ideia é que o espectáculo seja para o público em geral, de tarde mais direccionado para as crianças e à noite para os adultos. Nos ensaios cada pessoa dá um pouco do seu mundo, das suas próprias investigações e vamos colocar isso no espectáculo de uma forma mais ao menos directa”.
A sessão do dia 15 de Julho foi um pouco diferente das outras porque pela primeira vez houve uma experiência de construção de marionetas de esponja que Filipa Alexandra considerou que resultou muito bem.
As inscrições para o teatro de marionetas já fecharam e o grupo é constituído por cerca de 14 pessoas. “Acho que é importante que toda a gente que está aqui dentro possa participar e quanto mais pessoas estiverem presentes na Noite dos Investigadores melhor será para todos”, concluiu Filipa Alexandre.
Texto e fotos: Alexandra Matos (IBMC)













O “Sr. de Chimpanzé” de Júlio Verne vai ser apresentado pelo Cientistas ao Palco em Coimbra.
Verne, enquanto autor teatral, não é muito conhecido da maioria das pessoas. No entanto a sua obra neste campo é algo extensa: 5 dramas históricos, 18 comédias e vaudevilles, 8 libretos para óperas-cómicas e operetas e 7 peças escritas a partir do conjunto das suas “Viagens Extraordinárias”. Ou seja, um total de 38 peças.
Sr. de Chimpanzé (“Monsieur de Chimpanzé”) é uma opereta em um acto com libreto de Júlio Verne e música de Aristide Hignard. Foi apresentada pela primeira vez no Théâtre des Bouffes Parisiens, no dia 17 de Fevereiro de 1858, e enquadrava-se perfeitamente na forma e no espírito das óperas cómicas que na época animavam aquela sala parisiense.
As personagens desta opereta são o Dr. Van Carcass, conservador do museu de Roterdão, a sua jovem filha Etamine, o jovem pretendente da filha, Isidore, e o criado para todo o serviço Baptiste. O enredo é simples e divertido, bem ao estilo deste tipo de obra: Van Carcass não autoriza o namoro da filha com Isidore. Este, para se encontrar com ela, mete-se na pele do chimpanzé que Van Carcass aguardava no museu. Uma vez lá dentro, da pele e do museu, as situações cómicas provocadas pelo estratagema de Isidore sucedem-se em catadupa.
A distância a que hoje estamos do momento em que a peça foi criada abre uma série de possíveis novas interpretações para determinadas situações que ali sucedem, como por exemplo no que se refere ao parentesco entre o homem e o chimpanzé ou os macacos, ou à relação existente entre patrão e criado que ali sugere uma especiação social que é comicamente acentuada pelas constantes invocações de Baptiste das suas origens aristocráticas espanholas.
Apesar de esta obra ter sido escrita cerca de dois anos antes da publicação de “A Origem das Espécies” de Charles Darwin, é pouco provável que Júlio Verne tivesse tido na altura conhecimento da teoria da evolução das espécies do naturalista inglês. Isto não nos impede, no entanto, - aliás quase somos compelidos – a apreciar esta peça com as ideias de Darwin a pairar na nossa cabeça.
Mário Montenegro

Ou disto?


Em Maio os Cientistas ao Palco do Porto começaram a sua viagem, com a Filipa Alexandre da Companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora.